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Abril Lilás | Mês de conscientização do câncer de testículo

Oi pessoal, eu sou o Dr. Edmilson Long (CRM-SP 60277), urologista da Oncocare em Presidente Prudente, do grupo Oncoclínicas. Em abril, vamos fazer uma conscientização sobre o câncer de testículo, que chamamos de Abril Lilás. Eu vou falar um pouco para vocês sobre o que é essa doença.

O câncer de testículo é um câncer relativamente raro no sexo masculino. Ele representa cerca de 5% das doenças malignas que o homem tem. É muito importante frisar que é um câncer que ocorre na idade jovem, na idade reprodutiva masculina, geralmente entre os 15 e os 40 anos. Esse câncer tem origem nas células chamadas germinativas do testículo. 95% das vezes, eles têm origem nessas células, que são as células que dão origem ao espermatozoide. É ali que surge esse tipo de tumor.

Fatores de risco

Existem alguns fatores de risco que aumentam sua chance de ter um câncer de testículo, entre eles a hereditariedade. Se você tem casos desses na sua família, você está sob um risco maior. E tem uma outra doença que chama testículo retido, é quando a criança nasce com o testículo fora do saquinho, fora da bolsa escrotal. Essas crianças na vida adulta vão ter um risco maior de desenvolver câncer de testículo. Alguns estudos dizem que essa chance aumenta em até 50 vezes. E um terceiro fator de risco que tem sido estudado ainda é a exposição a alguns agrotóxicos. Homens submetidos à exposição de alguns agrotóxicos podem ter uma incidência aumentada no câncer de testículo.

Sintomas

Quais são os sintomas? Como eu devo ficar preocupado em saber se eu tenho essa doença ou não? Que sintoma que eu sentiria?

O sintoma principal de um paciente com câncer de testículo é o aparecimento de um nódulo endurecido no testículo, indolor. É muito importante frisar isso, é um carocinho, um nódulo no testículo, indolor. Quando geralmente você tem um problema dolorido no testículo, isso, na maior parte das vezes, afasta uma doença tumoral. Mas é sempre bom o urologista dar uma olhada. Mas em termos de sintoma, o sintoma é muito característico. “Olha, Doutor, eu acordei hoje, fui tomar banho, palpei meu testículo, tinha um carocinho endurecido ali.”

Existem outros sintomas do câncer de testículo, mas geralmente são sintomas relacionados com metástase, quando a doença já saiu do testículo e está em outros órgãos. Mas o principal que vocês precisam saber é um nódulo endurecido no testículo.

Diagnóstico

O paciente vai no urologista. Como que o urologista vai fazer um diagnóstico? Como é que ele vai ter certeza se aquilo lá é preocupante ou não?

Inicialmente, o urologista vai fazer um ultrassom do testículo. Esse ultrassom é auxiliado com o exame de doppler é um recurso do ultrassom que você consegue ver a circulação daquilo que está acontecendo no testículo. Geralmente, são nódulos que aparecem no ultrassom, e esses nódulos são vascularizados. Eles têm muita vascularização.

Além disso, o urologista vai pedir alguns exames de sangue chamados marcadores tumorais. Esses marcadores tumorais são Alfafetoproteína, B-HCG e DHL; em alguns casos de câncer de testículo, eles estão elevados. Então, resumindo, como faz o diagnóstico? Um ultrassom e alguns exames de sangue que são marcadores tumorais.

Tratamento

A partir daí, nós vamos pensar no tratamento.

Se confirmar mesmo que você tem uma imagem ultrassonográfica compatível com tumor de testículo, o urologista vai propor para você uma cirurgia chamada orquiectomia radical. É a retirada do testículo. Geralmente, não dá para tirar só o nódulo. O nódulo a gente tira em algumas situações especiais, mas via de regra tem que tirar todo o testículo, junto com o que a gente chama os elementos do cordão, são a parte onde o testículo está fixado. Para fazer isso, o médico vai fazer uma incisão na sua virilha e vai tirar o testículo ali por cima. Esse material vai para o patologista para uma posterior biópsia e para tomar uma decisão de quais serão os próximos tratamentos.

Os próximos tratamentos poderão ser desde um simples acompanhamento, não fazer nada, até a necessidade de uma quimioterapia ou uma radioterapia. Aqui vale destacar uma coisa bem interessante que acontece no câncer de testículo, é um dos poucos tumores onde mesmo em casos avançados a quimioterapia cura. Então, você faz um diagnóstico, depois faz o tratamento, vê que esse paciente está com um tumor avançado, mesmo assim a chance de cura desses pacientes com quimioterapia é muito elevada. Então, isso é uma coisa boa que acontece no câncer de testículo, mesmo que eu tenha uma doença que já está no pulmão, já está no cérebro, a quimioterapia consegue curar esses pacientes. É uma peculiaridade desse tumor.

Acompanhamento

Como é feito o acompanhamento desses pacientes? Geralmente são visitas periódicas ao urologista ou ao oncologista clínico de seis em seis meses, onde o paciente será submetido a exames de imagem, ultrassom, tomografia, e aos mesmos exames de marcadores que são exames de sangue, Alfafetoproteína, Beta-HCG e DHL.

Como recado final, eu gostaria de deixar para vocês: se você é homem, está nessa idade que eu falei para vocês, de 15 aos 40 anos, na idade reprodutiva masculina, se você pertence a um desses grupos de risco que eu falei, tem hereditariedade próxima, você tem um histórico de que o seu testículo foi retido na infância, ele não tinha descido corretamente e precisou de uma cirurgia, se você foi exposto a agrotóxicos, faça com certa regularidade um autoexame. Do mesmo jeito que a mulher faz o autoexame das mamas, o homem deve fazer o autoexame do testículo de vez em quando. Durante o banho, quando você vai se trocar, palpe o seu testículo e procure algum nódulo diferente. Se você achar, vá a uma consulta com um urologista.

Era esse o recado que eu queria deixar para vocês. Obrigado.

Assista ao vídeo na íntegra.

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